Criação de Conteúdo

Camelia Khadraoui
Última atualização: 21 de jan. de 2026
O LinkedIn foi projetado como uma rede profissional.
Em algum momento, também se tornou um palco, um diário, um clube de comédia e, ocasionalmente, uma sessão de terapia em grupo.
Enquanto alguns usuários protegem sua imagem profissional como um ativo de marca frágil, outros tratam a plataforma como uma extensão da vida real, onde trabalho, personalidade, humor e caos se misturam naturalmente.
E assim chegamos a personagens muito específicos do LinkedIn populando nossos feeds. Este artigo não está aqui para envergonhá-los, apenas para nomeá-los, entendê-los e talvez ajudá-lo a reconhecer alguns rostos familiares... incluindo o seu.
TL;DR:
Não publique conteúdo constrangedor. Evite compartilhar demais sobre dramas pessoais, histórias de sucesso falsas, busca desesperada por atenção, piadas aleatórias sem valor ou anúncios dramáticos de "reinvenção".
Mantenha a essência, relevância e profissionalismo; humor é aceitável, mas não confunda o LinkedIn com um diário ou um palco de comédia.
O Que Faz um Mau Post no LinkedIn?

Um mau post no LinkedIn não é apenas irritante; ele também não funciona. Ele não oferece valor, pode parecer forçado ou falso, e muitas vezes confunde engajamento com impacto real.
Muitas pessoas levam o LinkedIn a sério e trabalham duro para manter uma imagem polida e estritamente profissional.
Mas muitos usuários não veem a plataforma dessa forma, e tudo bem. Para eles, o trabalho é apenas uma parte da vida, junto com humor, ironia e momentos mais leves.
Se podemos ter pausas para o café, compartilhar piadas internas com colegas e tirar um tempo de descanso no trabalho, por que não deveríamos poder ser engraçados, sarcásticos ou irônicos no LinkedIn?
Profissionalismo não precisa significar ser robótico.
Há espaço para nuance, personalidade e até uma risada, desde que a intenção não seja barulho vazio, mas uma conexão humana. E não há nada mais humano do que humor.
Por Que Postagens Ruins no LinkedIn Prejudicam Sua Marca
Conteúdo ruim não apenas é ignorado; também prejudica a forma como as pessoas o veem. Primeiro de tudo, eles:
1. Reduzem a Credibilidade
Se suas postagens parecem falsas ou superficiais, as pessoas podem parar de levar sua experiência a sério, mesmo que você seja bom no que faz.
2. Atraem o Público Errado
Obter reações de pessoas que só respondem a dramas ou clichês não ajudará sua carreira, negócios ou rede.
3. Fazem Você Ser Esquecível (ou Pior, Silenciado)
Ser consistente é importante, mas não se você estiver sempre irritando. Postagens ruins fazem com que as pessoas se acostumem a rolar para ignorar seu conteúdo.
11 Piores Exemplos de Publicações no LinkedIn
Antes de mergulhar, vale dizer o seguinte: nenhum desses exemplos é um crime, e se divertir no LinkedIn não é o problema.
O problema começa quando as postagens perdem autoconsciência, contexto ou propósito, e de repente seu feed parece menos uma rede profissional e mais um experimento social.
Tendo isso em mente, aqui estão 9 dos piores (e mais comuns) exemplos de publicações no LinkedIn que você certamente reconhecerá:
Tipo 2: O Romântico
É aceitável procurar amor… Mas a desesperança tem limites.

Tipo 3: A Crise da Meia-Idade
Reinvenção repentina, sabedoria vaga, anúncios dramáticos. O crescimento é saudável, mas talvez anuncie isso no Instagram.

Tipo 4: O Que Busca Atenção
Postagens que apenas tentam chamar a atenção, sem oferecer insights, expertise ou relevância, podem se tornar virais, mas não construirão sua autoridade.
Se sua postagem poderia existir no Instagram ou Facebook sem nenhuma alteração, provavelmente não pertence ao LinkedIn.

Tipo 5: O Esforçado
Histórias pessoais podem funcionar no LinkedIn, mas apenas quando se conectam claramente a uma lição profissional.
Se a conexão parecer forçada, esticada ou inexistente, a postagem se torna ruído em vez de conteúdo.

Tipo 6: A Falsa Modéstia
“Eu nunca pensei que isso aconteceria… Mas hoje estou orgulhoso de anunciar que fui promovido pela terceira vez este ano.”
Esse tipo de postagem finge ser modesta enquanto busca validação de forma ostentatória — e os leitores conseguem perceber.

Tipo 7: O Descarregador de Trauma
Compartilhar dificuldades pode ser poderoso. Transformar trauma pessoal em isca de engajamento sem relevância para o trabalho ou crescimento não é.
O LinkedIn não é terapia, e seu público não consentiu com trabalho emocional.

Tipo 8: O Pai Obsessivo
Toda percepção profissional de alguma forma começa com “meu filho me ensinou...” Fofo uma vez. Exaustivo após a décima postagem. O LinkedIn não é um blog sobre paternidade.

Tipo 9: O Compartilhador Excessivo
Ele confunde autenticidade com terapia pública. Histórias pessoais são boas, mas limites ainda existem… mesmo no LinkedIn.

Tipo 10: O Oportunista
Aparece apenas quando há algo a ganhar. Tendências, tragédias e as vitórias de outras pessoas são todas oportunidades de conteúdo.

Tipo 11: O Lunático
Ele está apaixonado pelo trabalho, pela empresa e pela rotina, quase de uma forma desconfortável. A paixão é ótima. A idolatria é estranha.

Para Resumir
Postagens ruins no LinkedIn nem sempre são óbvias, mas são fáceis de reconhecer.
Elas buscam atenção, copiam tendências e esquecem o propósito da plataforma.
Se você quer se destacar no LinkedIn, seja útil, seja honesto e seja intencional.
O feed não precisa de mais barulho. Precisa de um pensamento melhor.
