
Naïlé Titah
Pepe Villatoro toca uma empresa construída inteiramente sobre o fracasso. Ele é cofundador e CEO da Fuckup Nights, a série de eventos global em que fundadores sobem num palco para confessar os negócios que afundaram, e a headline dele no LinkedIn é uma declaração de propósito: "On a mission to free us all from the stigma of failure." Então aqui está a coisa mais reveladora que nossos dados encontraram sobre ele, e é uma pequena ironia: o homem cuja marca inteira é o fracasso posta mais é sobre vitória. O registro mais categorizado dele é "comemorar um sucesso", não as confissões que você esperaria. Analisamos 86 dos posts recentes dele no LinkedIn (63 ordenados por registro, mais 16 dos mais pessoais): o que ele escreve, quando, para quem, e a distância entre a marca e o feed.
É isto que Pepe Villatoro é, segundo a melhor fonte que existe: os próprios posts dele, medidos.

Resumo: um empreendedor mexicano, cofundador e CEO da Fuckup Nights Global, a série de eventos mundial em que as pessoas compartilham publicamente seus fracassos empresariais. Mora na Cidade do México, tem cerca de 26.000 seguidores no LinkedIn e uma missão declarada: "free us all from the stigma of failure."
A história dele, nos próprios posts
Villatoro não só prega sobre fracasso. Ele postou o próprio, em detalhe, e os dados mostram a quais capítulos ele volta sempre.
A vida em Madri que ele deixou para trás. A história de fracasso fundadora dele começa lá em cima. "A mis 24 años tenía la vida perfecta en Madrid. Trabajo fancy en empresa fancy... Gran depa con los mejores roomies, mucha fiesta, varias novias..." ("Aos 24 anos eu tinha a vida perfeita em Madri. Um trampo chique numa empresa chique... um ótimo apê com os melhores colegas de casa, muita festa, várias namoradas..."). Ele largou tudo para se mudar para a Cidade do México e lançar um negócio social: uma plataforma de crowdsourcing e uma revista impressa vendida por pessoas com deficiência e refugiados.
O fracasso que ele escondeu no armário. Aquele projeto nunca chegou ao ponto de equilíbrio. "Tuve que cerrar todo, sintiendo mucha vergüenza por muchas promesas incumplidas. Por años no aprendí nada de ese fracaso porque lo metí en el closet" ("Tive que fechar tudo, sentindo muita vergonha por tantas promessas não cumpridas. Por anos não aprendi nada com aquele fracasso porque o enfiei no armário."). A virada vem quando a Fuckup Nights começa e ele finalmente conta a história em voz alta: "La vergüenza se convirtió en apoyo y crecimiento" ("A vergonha virou apoio e crescimento."). Essa frase é, na prática, a tese da empresa dele aplicada a si mesmo.
O buraco em dobro. O post mais pessoal dele responde a uma pergunta de entrevista da Fast Company, "¿Qué regalo me han dado mis fracasos?" ("Que presente meus fracassos me deram?"). A resposta é um período brutal que ele nomeia sem rodeios: "perdí todo mi dinero, un jefe corrupto me obligó a perder mi trabajo y perdí la relación con mi mayor mentor y amigo: mi papá" ("Perdi todo o meu dinheiro, um chefe corrupto me forçou a perder o emprego, e perdi a relação com meu maior mentor e amigo: meu pai."). A lição que ele tira é o centro da visão de mundo dele: "Dejé de hacer cosas por buscar la aprobación de otros. Empecé a hacerlas por propósito" ("Parei de fazer coisas buscando a aprovação dos outros. Comecei a fazê-las por propósito.").
A aposta na Fuckup Nights. Ele enquadra assumir o cargo de CEO como um ato de coragem em si: recusou ofertas bem pagas ("rechacé sueldotes gringos") para liderar a Fuckup Nights "por menos de la 5ta parte de sueldo, con solo 3 meses de runway" ("por menos de um quinto do salário, com só 3 meses de runway.").
Sobre o que ele realmente fala

Por tema, dois fios sustentam o feed dele: liderança (cerca de 18 posts) e empreendedorismo (cerca de 15). Mas o corte mais revelador é por registro, e é aí que mora a ironia. Ordene os posts categorizados dele por tipo de post, e o maior balde individual é "comemorar um sucesso" (9 posts): agradecer a um parceiro, recapitular uma keynote, anunciar uma contratação, marcar um marco. As inscrições em webinars e eventos são a maior categoria de todas (12 posts). As confissões de fracasso de verdade, o registro que dá nome a toda a marca dele, são uma pequena minoria.
Dois detalhes de engajamento afinam o quadro:
O empreendedorismo rende mais que a liderança para ele (cerca de 50 likes medianos contra 31). Quando Villatoro fala em construir coisas, não em liderá-las, o público dele se inclina com mais força.
O feed dele é, no fundo, uma máquina de gratidão e palco: recaps de keynote, fechamentos de workshop, posts de "obrigado pelo convite". O palco do fracasso é a marca; o feed do LinkedIn é, na maior parte, a volta da vitória que vem depois.
Para quem ele escreve
O leitor dele é o fundador ou líder que carrega um fracasso privado e não sabe o que fazer com ele. Ele escreve contra o silêncio de forma direta: "Cuando intentas y fallas sientes vergüenza. En ese momento tienes dos opciones: ser transparente o esconder todo debajo de la alfombra" ("Quando você tenta e falha sente vergonha. Nesse momento você tem duas opções: ser transparente ou esconder tudo embaixo do tapete."). Ele também escreve para o empreendedor que as revistas ignoram, "Compartamos más a los emprendedores que no salen en las revistas. Y aprendamos más de ellos" ("Vamos falar mais dos empreendedores que não saem nas capas de revista. E aprender mais com eles."), colocando os construtores bootstrapped e lucrativos à frente das rodadas de VC chamativas. A oferta que combina com esse leitor é a própria Fuckup Nights: os eventos, os workshops corporativos, as keynotes.
Os melhores posts dele de 2026
Os maiores posts dele de 2026 até agora, reproduzidos a partir dos nossos dados (clique para ver os originais):

1.211 likes. O maior post dele de longe é uma piada de duas linhas: "Emocionado por este nuevo rol! (Todos en redes en este momento)" ("Animado com esse novo cargo! (Todo mundo nas redes nesse momento)"). Uma paródia de cara fechada dos intermináveis anúncios de troca de emprego no LinkedIn, rendendo cerca de trinta vezes a mediana dele. O maior sucesso do CEO-marca-do-fracasso é uma piscadela para a própria cultura do LinkedIn.

261 likes. Um post enxuto de "Fuckup Nights is hiring!" para account managers remotos, escrito em inglês, com o link de candidatura estacionado no primeiro comentário. A prova de que um anúncio de vaga bem enquadrado, de uma marca de que as pessoas gostam, ainda viaja.

257 likes. Um retrato caloroso de um amigo que construiu uma carreira que ama, fechando num pequeno imperativo que faz muito trabalho: "Be like Gus." O instinto de Villatoro de celebrar outras pessoas, o registro dominante dele, compensa aqui.
Ele ainda está crescendo?

Quietinho, sim. O post mediano dele foi de 37 likes em 2025 para 45 até agora em 2026, um degrau de verdade numa cadência constante, com cerca de 47 posts medidos em 2025 e 39 em 2026. Isso é o oposto do arco de compressão de alcance que muitos criadores maiores mostram: o post de todo dia dele bate um pouco mais forte, não mais fraco, conforme ele constrói. Uma nota honesta sobre o método: medimos o engajamento, não o número de seguidores ao longo do tempo, então isso é o quanto cada post bate, não o tamanho do público dele.
De onde vêm esses gráficos? Tudo nesta página roda no analytics de LinkedIn da MagicPost, e funciona no seu perfil também: seus melhores posts, seu público, seu benchmark, até um lado a lado com criadores como Pepe Villatoro.
Como ele escreve
É isto que os dados podem afirmar com segurança sobre o estilo dele, comparado ao criador médio:

Métrica (por post) | Pepe Villatoro | Criador médio* |
Emojis | muitos | 2 |
Hashtags | 0 | 0 |
Estilo | inspirador | varia |
*Mediana entre os 3.344 criadores que analisamos (20+ posts cada).
A impressão digital dele é pequena o suficiente para ficarmos no que é sólido: um par de escolhas claras. Ele decora muito mas marca quase nada. Os posts dele são densos de emojis (foguetes, brilhos, mãos em prece) e a contagem de hashtags é zero. Os emojis fazem a sinalização emocional, fogo para energia, brilhos para celebração, enquanto a ausência de hashtags faz cada post ler como um bilhete pessoal, não como um ativo de marketing. A leitura em uma palavra que o sistema faz do estilo dele é inspirador, e o feed confirma: caloroso, cheio de emojis, construído em torno de pessoas e gratidão, e não de frameworks.
Os "AI tells" no estilo dele (leia isto do jeito certo)
Passe a escrita de Villatoro pelos padrões que hoje chamam de "AI tells", e a manchete é o quão poucos ele usa:

A impressão digital dele está quase vazia onde a máquina estaria cheia. Ele nunca se resguarda ("it's worth noting that..."), nunca gruda uma abertura automática "here's how", nunca assina com um P.S. colado no fim. Os poucos recursos que aparecem são ocasionais e do tamanho de gente: cerca de um post em cada dez fecha com uma pergunta, um em cada dez usa um contraste "It's not X, it's Y", um em cada dez uma moldura de conselho.
Não leia ao contrário. Villatoro não escreve como uma IA; é a IA que escreve como criadores com o calor dele. Esses padrões soam robóticos hoje porque os modelos treinaram no melhor desta plataforma e depois parafusaram cada recurso de uma vez só, em todo post. Villatoro pega um de vez em quando, onde uma história de verdade o sustenta, e recusa o enchimento que a máquina não consegue deixar de acrescentar. A contenção, e a emoção por baixo, é a assinatura. (A história completa: como identificar texto escrito por IA no LinkedIn.)
Quando ele posta
Villatoro publica cerca de 2 a 3 vezes por semana, horário favorito terça à tarde, e quase nunca nos fins de semana (só cerca de 2% dos posts dele). Esse ritmo de meio de semana, em horário comercial, cai bem dentro da janela que nossa pesquisa sobre timing não para de trazer à tona, e a cadência dele bate com o que nosso estudo sobre frequência de publicação chama de faixa sustentável: o suficiente para ficar no topo do feed, sem ser tanto a ponto de queimar. E se parte do seu próprio plano é aparecer nos comentários dele, é exatamente para isso que serve um feed de engajamento: os posts dele, todo dia, sem ter que vasculhar a timeline.
O que roubar de Pepe Villatoro
Assuma o seu pior capítulo, de propósito. A história dele da "vida chique em Madri, depois nada" funciona porque ele a conta inteira, com a vergonha incluída. Um fracasso que você nomeia em voz alta para de mandar em você.
Celebre outras pessoas no seu feed. O registro dominante dele é a gratidão: amigos, contratações, parceiros. Constrói uma boa vontade que um muro de autopromoção nunca vai render.
Uma piada de duas linhas pode ser o seu maior post. O melhor post dele de 2026 é uma paródia de cara fechada do próprio LinkedIn. A leveza viaja.
Deixe os emojis carregarem a emoção, largue as hashtags. A textura dele é calorosa e sem marcação, o que lê como uma pessoa, não como uma campanha.
Encaixe a oferta na ferida. Ele escreve para fundadores que carregam fracassos privados, e o produto dele é literalmente o palco para compartilhá-los. Público e oferta são a mesma coisa.
Estude ele, depois estude você. Com a MagicPost você pode mergulhar nos números de Pepe Villatoro do jeito que acabamos de fazer, analisar seu próprio analytics de LinkedIn com a mesma profundidade e escrever no espírito do estilo dele, na sua própria voz. Os dados desta página são o produto.
De onde vêm estes dados
Tudo aqui é pesquisa própria da MagicPost. Analisamos 86 posts de Pepe Villatoro do corpus recente: 63 ordenados por registro, 16 dos mais pessoais, além do timing, do engajamento, dos temas e do perfil de padrões de IA a partir de uma amostra de estilo de 30 posts (analisada no espanhol original). Cada afirmação biográfica é citada de um dos próprios posts públicos dele no LinkedIn e vinculada a ele. Villatoro não tem vínculo com a MagicPost; o estilo dele é um dos que acompanhamos.
Perguntas Frequentes
Quem é Pepe Villatoro?
Um empreendedor mexicano, cofundador e CEO da Fuckup Nights Global, a série de eventos mundial em que as pessoas compartilham publicamente seus fracassos empresariais. Mora na Cidade do México, tem cerca de 26.000 seguidores no LinkedIn e uma missão declarada: "free us all from the stigma of failure."
Como Pepe Villatoro ganha dinheiro?
Pela Fuckup Nights: eventos ao vivo, workshops corporativos e programas de transformação (ele posta colaborações com empresas como Santander e Grupo Salinas), e keynotes pagas pelo mundo todo. A empresa também passou a uma divisão de lucros internamente, sobre o que ele já escreveu.
Com que frequência Pepe Villatoro posta no LinkedIn?
Cerca de 2 a 3 vezes por semana nos nossos dados, na maioria das vezes nas terças à tarde, e quase nunca nos fins de semana.
Pepe Villatoro escreve com IA?
A escrita dele lê intensamente humana e a impressão digital está quase vazia dos "AI tells" de sempre: sem ressalvas, sem aberturas automáticas "here's how", sem P.S. colado no fim. Os poucos padrões que aparecem (um "It's not X, it's Y" de vez em quando ou uma pergunta de fechamento) são dos que a IA aprendeu com contadores de histórias calorosos como ele, não o contrário.
Pepe Villatoro ainda está crescendo no LinkedIn?
Sim: os likes medianos por post dele subiram de 37 em 2025 para 45 em 2026, o oposto da compressão de alcance que muitos criadores maiores mostram.
Posso escrever como Pepe Villatoro?
A mecânica você pode aprender: a MagicPost aprende o estilo de escrita de um criador (extensão, ritmo, hooks, jogadas-assinatura) e ajuda você a escrever nesse espírito, na sua própria voz.
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